Programa de Proteção Respiratória (PPR): sobre o que se trata e qual sua importância?

Você já ouviu falar sobre o Programa de Proteção Respiratória (PPR)? Qualquer empresa que se importa com a Saúde e Segurança dos seus colaboradores no ambiente de trabalho e que tem a intenção de estar em dia com a legislação trabalhista já deve ter em mente sobre o que se trata o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Esse é um documento fundamental para identificar perigos e avaliar riscos em contexto ocupacional.

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No entanto, quando falamos sobre proteção à saúde respiratória dos colaboradores, especialmente em organizações onde os trabalhadores correm o risco de sofrer com riscos de doenças ocasionadas pela inalação de gases tóxicos, ou mesmo pela baixa quantidade de oxigênio, é preciso elaborar um Programa de Proteção Respiratória (PPR).

Conforme tratamos aqui no artigo sobre os 3 principais tipos de Equipamentos de Proteção Respiratória, o PPR surgiu pela primeira vez em 1994 em uma publicação do Fundacentro do Ministério do Trabalho: Programa de Proteção Respiratória – Recomendações, Seleção e Uso de Respiradores. Esse documento é muito importante para ter como base na hora de implementar um Plano de Ação para combater riscos para os trabalhadores que laboram sob condições consideradas periculosas no âmbito da saúde respiratória.

Em linhas gerais, o Programa de Proteção Respiratória (PPR) nada mais é do que um conjunto de medidas de segurança implementadas para proteger a saúde do trabalhador contra a exposição aos riscos químicos e biológicos existentes no local de trabalho. O intuito do programa é controlar as doenças ocupacionais causadas pela inalação das impurezas do ar que são prejudiciais à saúde como poeiras, névoas, fumos, vapores e gases químicos.

É relevante frisar que, embora os Equipamentos de Proteção Respiratória (EPRs) sejam elementos fundamentais para a manutenção da saúde dos colaboradores em contexto de trabalho com riscos para a sua própria saúde respiratória, eles devem ser usados quando já não for possível prevenir a exposição ocupacional por medidas de controle de engenharia. Essas medidas incluem, a substituição de substâncias por outras menos tóxicas, enclausuramento ou confinamento da operação e sistema de ventilação local ou geral e medidas de controles administrativos, como a redução do tempo de exposição.

Vamos ver a seguir o que o PPR propõe verificar para assegurar o bem-estar dos trabalhadores neste sentido.

Elementos do Programa de Proteção Respiratória (PPR)

Gestão de Programa de Proteção Respiratória

Não adianta apenas oferecer equipamentos aos empregados sem ter um plano eficaz para que as doenças respiratórias sejam contidas nos ambientes de trabalho. Por isso, o Programa de Proteção Respiratória (PPR) tem de ser planejado, executado e avaliado anualmente pelos gestores e técnicos em Saúde e Segurança do Trabalho nas empresas.

Dentro desse contexto, alguns outros fatores são essenciais para que se assegure o desempenho positivo das medidas de segurança, dentre eles:

  • O monitoramento do uso dos equipamentos individuais;
  • A manutenção, inspeção, limpeza e higienização dos respiradores;
  • A avaliação médica constante da saúde respiratória dos empregados;
  • A fiscalização das exposições ocupacionais;
  • O armazenamento dos respiradores antes e após seu uso;
  • O descarte e substituição dos EPIs nos momentos certos.

Essas e demais ações trazem benefícios tanto aos empregados quanto aos empregadores. Afinal, realizar os programas exigidos pelas Normas Regulamentadoras é o que protege e garante a integridade física e a saúde dos colaboradores.

Ensaio de Vedação

Quando falamos de máscaras faciais ou semifaciais, é indispensável lembrar que cada rosto tem uma medida e formato diferentes – por isso, para que a eficiência dos respiradores seja garantida, é preciso realizar um teste de vedação e, assim, verificar a eficácia para cada usuário. Nessa etapa, todos os trabalhadores precisam passar pelo ensaio para ver se o respirador se ajusta corretamente ao rosto.

É recomendável que esse ensaio de vedação seja feito pelo menos uma vez a cada 12 meses em cada um dos usuários de respiradores com vedação facial na empresa. No caso de o trabalhador apresentar qualquer sintoma ou alteração nas condições de saúde, esse mesmo teste deve ser feito antes do prazo de um (1) ano.

Treinamento

Por fim, assim como em praticamente todos os segmentos, é necessário submeter os trabalhadores a treinamentos específicos voltados para salvaguardar a sua saúde respiratória. Essa é uma medida essencial para prevenir acidentes e evitar que os colaboradores estejam suscetíveis a qualquer tipo de doença respiratória.

É apenas com uma capacitação adequada que os trabalhadores poderão conhecer os riscos existentes no ambiente de trabalho, bem como saber como utilizar os Equipamentos de Proteção Respiratória de maneira correta. Lembrando que os treinamentos em Saúde e Segurança do Trabalho devem sempre ser ministrados por um profissional com experiência e devidamente qualificado.

Cuidar da saúde do trabalhador é o dever de todo empregador e profissionais da segurança do trabalho, e nós da Beta Educação estamos aqui para facilitar esse processo.

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