Mulher no mercado de trabalho: evolução e mudanças

As mulheres nem sempre tiveram os direitos que têm hoje e muito menos podiam ter uma carreira profissional. Aliás, muitos desses direitos que elas têm hoje foram conquistados há pouco tempo. Falar sobre a mulher no mercado de trabalho é olhar para o passado, tão recente, e analisar o que ainda é preciso fazer para que ela tenha os mesmos direitos que os homens têm.

Por isso, vamos viajar um pouco no passado e ir para a metade do século 18, quando aconteceu a Revolução Industrial. Afinal, esse evento teve muito a contribuir para que as mulheres ingressassem no mercado de trabalho.

Mulheres na Revolução Industrial

Até antes da Revolução Industrial, as mulheres tinham a função de cuidar dos serviços domésticos e da criação dos filhos. Já o homem era quem trabalhava fora e era o provedor da casa. Com a chegada da Revolução Industrial, as fábricas precisavam de mais mão-de-obra, sendo assim elas começaram a aceitar as mulheres.

A questão é que a sociedade não via isso com bons olhos e que as mulheres ganhavam muito menos que os homens. Outro ponto, é que muitas eram mães e casadas. Então, além de trabalhar por um salário baixo, elas tinham os afazeres domésticos e ainda levavam os filhos para as fábricas, pois não tinham com quem deixar e naquela época não existia creche.

As mulheres tinham a barreira da sociedade e a própria barreira familiar para enfrentar quando o assunto era trabalhar fora e ter seu próprio dinheiro. Porém, com o passar dos anos e por meio das suas lutas, as mulheres foram conquistando direitos, como aumento de salário, lugar para deixar os filhos e condições melhores de trabalho.

No Brasil, esse processo demorou mais. Mas em 1943, foram criados os direitos trabalhistas que valiam para homens e mulheres. Por conta disso, as empresas deveriam respeitar as leis quando o assunto era os trabalhadores. 

Foi por conta das leis trabalhistas que as mulheres têm direito à licença maternidade, que homem e mulher podem pegar férias, que há um horário máximo de horas semanais de trabalho, entre outras questões.

Já em 1977, foram criadas as Normas Regulamentadoras, que auxiliaram também os trabalhadores a ficarem mais seguros no ambiente de trabalho. Isso contribuiu para a saúde dos trabalhadores.

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mulher no mercado de trablho

Conquistas das mulheres no mercado de trabalho

Podemos dizer que as mulheres só têm hoje os direitos que têm e a possibilidade de escolher o que querem para o seu futuro porque outras mulheres no passado lutaram por esses direitos. 

Após a Revolução Industrial, as mulheres precisaram lutar por seus direitos e pela opção de escolherem se queriam casar, trabalhar fora ou fazer os dois. Ainda era muito mal visto pela sociedade uma mulher que escolhesse o seu próprio futuro, ainda mais se este fosse trabalhar fora de casa.

Assim, em 1908 foi celebrado o primeiro dia Nacional das Mulheres nos Estados Unidos. A data escolhida foi 08 de maio. Ele foi criado para lembrar a sociedade das lutas das mulheres, que lutavam por cargas horárias menores nas fábricas (era comum elas trabalharem 15 horas por dia) e por salários melhores. 

Porém, foi só em 1977 que foi institucionalizado o 08 de março como o Dia Internacional das Mulheres. Entre essas duas datas, os grupos feministas foram ganhando força, principalmente na década de 60. Aliás, somente em 1945 é que a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional sobre os princípios de igualdade entre homens e mulheres.

No Brasil, por exemplo, a primeira mulher a se formar em uma universidade só aconteceu em 1877. Ela era Rita Lobato Velho Lopes. Ela se formou em medicina, porém para participar de algumas aulas, como anatomia, tinha que ser acompanhada de outra mulher que fosse casada. 

Aliás, na época foi preciso criar banheiros femininos, pois até então isso não era necessário, afinal os estudantes eram apenas homens. Hoje, ao olharmos para as salas de aula de uma universidade, vemos muitas mulheres que não precisam mais estar acompanhadas para participar das atividades e elas não são mais tão julgadas como eram antigamente. 

Por conta do movimento feminista, hoje uma mulher pode comandar uma empresa ou uma equipe, criar seu próprio negócio, decidir se quer ou não ter filhos, decidir se quer ou não se casar e fazer seu próprio futuro sem ser tão julgada pelo resto da sociedade e sem ser obrigada a nada. 

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Mercado de trabalho atual e as mulheres

Apesar de todos os direitos conseguidos, as mulheres ainda lutam por uma igualdade no salário, visto que pesquisas ainda demonstram que elas recebem menos que os homens e trabalham mais (considerando trabalho fora de casa e doméstico).

Além disso, as mulheres ainda são cobradas todos os dias para se mostrarem altamente profissionais e dignas de estarem naquele emprego, algo que não é tão cobrado dos homens. É claro que há empresas que reconhecem a mulher e o homem sem esses pré-conceitos, mas ainda há empresas que preferem contratar homens do que mulheres.

Outra questão, que é consequência dessa cobrança, é que muitas mulheres sofrem da síndrome do impostor. Assim, elas não se acham capazes e suficientes de trabalharem na função que exercem, mesmo conhecendo muito sobre o assunto. 

O que podemos perceber é que as mulheres conquistaram seus direitos e hoje elas podem ser independentes do homem financeiramente. Porém, agora que elas conseguiram seu espaço é o momento de se empoderar para acreditar no seu potencial e ir cada vez mais longe.

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