Como a pandemia modificou o cenário de treinamentos online em 2020

O famoso teórico da administração Michael Porter já citava em seus trabalhos nos anos 1980 que uma das maiores estratégias competitivas de um bom negócio é a diferenciação. Aquela empresa que melhor souber se diferenciar acaba aumentando seu lucro e chamando a atenção não apenas de seus clientes, como de seus colaboradores.

Em 2020, a teoria foi testada na prática. As empresas que já tinham a opção de trabalho ou treinamento remotos despontaram como as mais adequadas para o momento histórico que vivemos. Aquelas que ainda não haviam pensado nesta possibilidade, acabaram tendo de “abrir a cabeça” para os novos horizontes que o mundo digital proporciona.

Para quem imagina que esse cenário é algo atípico e que faz parte apenas do contexto pandêmico que fomos inseridos por conta do novo coronavírus, está enganado. O universo do treinamento remoto nas empresas já é uma tendência que vai seguir para os próximos anos.

O futuro do treinamento remoto

Primeiro de tudo, é preciso dizer que a educação a distância não é algo novo no Brasil. Para se ter ideia, uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada já revelou que existiam publicidade de cursos profissionalizantes por correspondência no início do século XX por aqui.

Foi com a popularização do rádio, ali por volta dos anos 1940, que esse formato acabou tendo um grande impacto. Nos anos 80 e 90, por exemplo, a tecnologia mudou para os famosos VHS, e a tele-educação passou a ser um tema central da educação remota. Mas foi com o advento da internet, que possibilitou não apenas a transmissão de conhecimento, mas também a transmissão simultânea, que o ensino a distância decolou.

De acordo com a empresa de consultoria Sagah, as projeções apontam que em 2023 o número de alunos matriculados em cursos a distância já será maior do que em cursos presenciais. O próprio Censo de Educação Superior de 2019 já aponta que as matrículas tenham ficado em 1,66 milhão, contra 1,48 milhão da modalidade presencial. A tendência é que esse número seja ainda maior no Censo do próximo ano.

E como isso afeta os treinamentos de segurança do trabalho?

O advento do trabalho remoto (conhecido também como home office) foi um tópico que esteve em bastante voga por conta da pandemia do novo coronavírus. Movimentos a favor deste novo cenário despontaram como uma alternativa em contraponto ao trabalho em escritório, especialmente diante do contexto de uma pandemia global.

Por conta disso, os cursos de treinamento também passaram a ter um outro enfoque, voltados especialmente para o conforto e a necessidade de adaptação dos funcionários a este novo cenário. Por exemplo, a ergonomia, nome dado à ciência da interação entre os seres humanos e demais elementos de um sistema para que haja uma segurança e eficiência ideais na hora de trabalhar, passou a ser uma conquista importante para as organizações.

Neste sentido, organizações que ofereceram cursos especializados em ergonomia aplicada à segurança do trabalho em contexto de trabalho remoto saíram à frente pois souberam aproveitar a oportunidade para diferenciar-se das demais, mesmo num cenário que parecia negativo.

A tendência para os próximos anos, portanto, é que estes cursos sejam cada vez mais remotos, não apenas pela questão da flexibilidade que os colaboradores podem se dedicar a fazer, como também pela praticidade do ensino à distância.

Nós, da Beta Educação, somos parte da otimização da cultura de treinamentos remotos nas empresas no futuro.

Fontes:

EAD no Brasil: Confira tudo sobre o assunto, dados importantes e tendências para o futuro https://sambatech.com/blog/cat-ead/ead-no-brasil/

Brasil terá maioria de alunos em modalidade EAD em 2022, indica estudo https://sambatech.com/blog/cat-ead/ead-no-brasil/

Impactos da pandemia na economia criativa https://www.economiasc.com/2020/03/18/impactos-da-pandemia-na-economia-criativa/

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