Os 3 principais tipos de resgates em espaços confinados

Trabalho em espaços confinados requer perícia e prudência, especialmente com relação à segurança dos funcionários que o executa. Porém, antes de nos atentarmos para esses possíveis riscos, vamos entender melhor o que são espaços confinados.

Em termos gerais, espaços confinados são:

  • Qualquer lugar não seja projetado para a ocupação humana contínua;
  • Espaços com meios limitados de entrada e saída;
  • Locais com deficiência do volume oxigênio abaixo de 20,9% do valor em condições atmosféricas normais.

A norma regulamentadora Nº33, ou NR-33, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), é a legislação que dispõe de normas específicas com responsabilidades para empregadores e funcionários. Importante ressaltar que essa norma veda a realização de qualquer trabalho nesses locais sem a devida Permissão de Entrada e Trabalho (PET) e sem a capacitação dos colaboradores envolvidos.

>> Conheça o curso de treinamento em NR-33 oferecido pela Beta Educação <<

A legislação com essa finalidade também prevê um mapeamento técnico do espaço onde são realizados os trabalhos, para indicar, por exemplo, se a atmosfera local é explosiva e qual a probabilidade de alguma asfixia dos funcionários em situações de emergência.

Muitas vezes, o trabalho em espaços confinados exige que os funcionários usem equipamentos adequados para que possam voltar à superfície sem riscos, como é o caso do cinto paraquedista.

Esses são apenas dois dos riscos mais comuns do trabalho em espaços confinados. Outras ameaças que são necessárias prestar atenção quando se fala em ofícios nesses lugares são:

  • Infecção por agentes biológicos;
  • Engolfamento;
  • Choques elétricos;
  • Quedas;
  • Esmagamentos;
  • Inundação;
  • Queimaduras;
  • Intoxicação por substâncias químicas.

>> Saiba mais sobre os riscos do trabalho em espaços confinados nesse artigo <<

Um perigo bastante comum e que costuma causar bastante acidentes quando se fala em trabalhos em espaços confinados é o soterramento. Em 2010, um dos casos mais especulados pela mídia sobre esse tema, foi o dos 33 mineiros chilenos que conseguiram ser resgatados após ficarem 69 dias soterrados em um espaço confinado.

Esse foi um caso de sucesso, pois muitas vezes o que costuma acontecer são acidentes fatais que acabam levando a vida de colaboradores em situações de perigo. No cenário brasileiro, a NBR 16.577/2017 aponta que para que os resgates sejam bem sucedidos, podem ser utilizados inclusive equipamentos como guinchos e sistemas de polias em cordas.

Vamos abarcar com mais cuidado os três principais tipos de resgates que podem ser realizados, a depender da ocasião:

1. O auto-resgate

Como o próprio nome já indica, esse tipo de resgate é realizado pelo próprio colaborador. É muito importante que o funcionário em questão tenha conhecimento de que está passando por algum tipo de risco para que possa realizar a saída com segurança.

O auto-resgate evidencia a necessidade do colaborador parar imediatamente o que estiver fazendo no exato momento em que identificar a necessidade ou quando o vigia apontar que existe algum tipo de anormalidade no espaço confinado. Geralmente, ele é acionado logo que se percebe uma alteração potencialmente perigosa nas condições atmosféricas ou qualquer possível sinal de exposição crítica.

Outro indicativo de auto-resgate é quando o funcionário percebe que alguma EPI está com defeito ou quando nota que a comunicação com o vigia no espaço exterior foi cortada.

2. Resgate sem entrada

Caso o auto-resgate não seja uma opção, o segundo tipo de resgate recomendado é o sem entrada. Nesse caso, um vigia ou outro trabalhador do lado de fora não necessariamente precisa entrar para ajudar o funcionário a sair de um espaço confinado com risco de segurança.

Quando esse tipo de resgate é necessário, geralmente é preciso que uma pessoa de fora – seja um vigia ou uma equipe de resgate – atue para resgatar o trabalhador. Também é bastante possível que sejam necessários alguns equipamentos, também conhecidos como sistemas de recuperação.

Eles podem ser:

– Sistemas de ancoragem, como guinchos e tripés;

Cinto paraquedista, utilizado pelo funcionário que entrou no espaço;

– Qualquer tipo de dispositivo de conexão, como o guincho ou trava-quedas.

Importante ressaltar que esse tipo de resgate só é possível em espaços horizontais e verticais simples, como em poços com profundidade ou cavernas sem curvas e labirintos. Além disso, a superfície ao redor deve suportar o peso da pessoa a ser resgatada, mesmo com o apoio de sistemas de recuperação mecânicos. 3. Resgate com entrada

3. Resgate com entrada

Caso o auto-resgate e nem o resgate sem entrada sejam possíveis, é necessário fazer um resgate com entrada de outro trabalhador para que possa salvar o colaborar que corre algum risco no espaço confinado. Geralmente, esse tipo de resgate com entrada acontece quando o funcionário se encontra ferido e/ou o espaço confinado não tenha uma disposição simples para a retirada do funcionário.

A equipe de resgate em questão pode ser formada tanto por funcionários da empresa, como também por funcionários da empresa, ou mesmo pelo corpo de bombeiros. Independente de qual equipe seja a escolhida para esse tipo de resgate, é de responsabilidade do empregador manter a segurança da empresa contratada a partir dos riscos já constatados previamente na planta do espaço confinado.

Outro ponto importante é a avaliação da atmosfera por detectores de gases que deve ser realizada sempre antes da entrada da equipe de resgate para garantir que não haja risco de exposição a atmosferas inflamáveis, bem como para averiguar o nível de exposição respiratória e os equipamentos de proteção adequados.

Com o resgate realizado, é de suma importância rever como foi realizado e o que houve de aprendizado com a experiência em si. Além disso, reformular estratégias a partir do mapa de riscos do espaço, bem como treinar e reciclar o treinamento de funcionários pode ser uma boa pedida para que acidentes não ocorram novamente.

Agora que você aprendeu quais são os principais tipos de resgate para trabalhadores em espaços confinados, é importante capacitar seus funcionários para que isso não ocorra.

Nós, da Beta Educação, nos preocupamos com a saúde e segurança do trabalhador que faz o seu ofício em espaços confinados e coloca em risco sua integridade física.

A Beta Educação oferece três cursos de treinamentos para trabalhadores em espaços confinados. O primeiro deles, voltado para Supervisor em Espaço Confinado, garante a certificação obrigatória para o profissional assinar a Permissão de Entrada (PET).

Já o segundo, voltado para Trabalhadores Autorizados e Vigias, é destinado a todos os funcionários que trabalham em espaços como túneis, silos e outros e também garante a certificação obrigatório do PET. Os dois cursos são totalmente online, e podem ser feitos em qualquer hora e lugar.

Além desses dois cursos, ainda há o curso de Reciclagem em NR-33, para sedimentar os conhecimentos aprendidos anteriormente, bem como para certificar que o trabalhador esteja atento para as alterações e atualizações da norma regulamentadora.

Confira o curso que mais se adequa a sua empresa e entre em contato conosco!

Deixe seu comentário