3 principais causas de acidentes de trabalho em altura

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no Brasil 40% dos acidentes estão relacionados a quedas de funcionários em altura. Só em 2017, para se ter uma ideia, pouco mais de 14% das mortes em ambiente laboral aconteceram por quedas de altura elevada, de acordo com o Instituto Nacional do Seguro Social, o INSS.

Muito embora o MTE tenha uma norma específica sobre condições e segurança do trabalho para funcionários que realizam seus serviços a uma altura acima de 2 metros, a NR-35, os números ainda mostram que a realidade de acidentes para esses colaboradores ainda é assustadora.

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É muito importante, portanto, que os gestores estejam atentos para as prerrogativas legais para esse tipo de trabalho – e, assim, evitem que acidentes possam ser ocasionados aos seus funcionários, e tenham que pagar por despesas legais de indenização nestes casos específicos.

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Uma das maneiras de prevenir que esses acidentes aconteçam é estar ciente de quais são as suas principais causas. Assim, tanto funcionários quanto gestores podem se precaver e trabalhar em segurança, mesmo diante dos riscos. Confira quais são essas causas:

1. Falta de instalação de proteções coletivas de prevenção

As redes de proteção contra eventuais quedas são muito importantes para que os colaboradores que trabalhem em alturas elevadas possam trabalhar em segurança. (Imagem: Escola da Prevenção)

Muitas empresas acabam por não se preocupar em fazer instalações de proteção coletiva para funcionários que trabalham em alturas elevadas. Dentre alguns equipamentos dessas instalações, podemos citar: as plataformas provisórias, as redes de proteção, as linhas de vida verticais e horizontais, as pranchas antiderrapantes e os guarda-corpos de redes.

2. Falta de utilização ou utilização inadequada de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs)

Como qualquer tipo de trabalho relacionado à construção civil, os EPIs são essenciais para o trabalho em altura. (Imagem: Prometal EPIs)

De nada adianta a empresa fornecer aos seus funcionários os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados se os funcionários não sabem como utilizá-lo, ou, no dia a dia, acabam por não usar ou usar de maneira inadequada.

É essencial que os gestores estejam atentos de que os colaboradores usem os equipamentos sempre que estiverem expostos ao risco de uma queda, sendo os principais deles: o capacete, o cinto de segurança, o talabarte e o dispositivo trava-queda.

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3. Falta de treinamento e capacitação do colaborador

Independente do grau de capacidade do funcionário, ele deve ter feito capacitação em NR-35 para trabalhar adequadamente em altura. (Imagem: Seconci-Rio)

Muitos gestores imaginam que o grau de destreza dos colaboradores que trabalham em altura já é suficiente para que não ocorram acidentes. No entanto, essa é uma falácia que precisa ser desconstruída.

De acordo com a NR-35, os empregadores têm a obrigação de promover programas para capacitação com duração mínima de 8 horas para os trabalhadores que realizam trabalhos em altura.

Isso, junto a um bom programa de identificação de riscos, evita que os acidentes aconteçam e minimiza os riscos para os colaboradores que trabalham em alturas elevadas diariamente.

Nós, da Beta Educação, nos preocupamos com a segurança dos colaboradores que têm em sua atividade laboral riscos relacionados ao trabalho em altura.

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